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Muitos Anos a Virar Páginas
Hugo Pinto (do Blog Vinheta 2020) conduz uma série de entrevistas a editores do parco mercado nacional: Jorge Deodato e Sharon Mendes (Escorpião Azul), Rui Brito (Polvo), Mário Freitas (Kingpin Books), José Hartvig de Freitas (A Seita, Devir, G. Floy Studio), Bruno Caetano (A Seita, Comic Heart), Ricardo M. Pereira (Ala dos Livros), Silvia Reig (Levoir), João Miguel Lameiras (A Seita, Devir), Vanda Rodrigues (Arte de Autor) e Guilherme Valente (Gradiva).
O livro assinala os 10 anos da editora.
Só Há Liberdade a Sério
Para os cinquenta anos do 25 de Abril, Sara Figueiredo Costa organiza uma exposição que celebra as conquistas da revolução, as feitas e as que ainda falta fazer e procura-as nas páginas de diversas BDs.
Gato Comum
Companheiros da Penumbra – exposição de Nunsky
No lançamento da Bedeteca e de um pretendido novo folgo para a Galeria, a chamada foi para Nunsky e a sua obra que tanto tem a ver com o Porto e ainda por cima evoca o saudoso Salão Internacional de BD do Porto e a sua encarnação no Mercado Ferreira Borges.
O texto de apresentação da exposição foi da autoria de David Pontes:
Há um tempo em que o mundo parece um lugar aberto a todas os sonhos e possibilidades e, simultaneamente, o destino onde os nossos medos moram, à espera de se tornarem a realidade. Um tempo em que forjamos carácter, conjugamos forças, exorcizamos destinos marcados. Procuramos companhia para a viagem, naqueles com quem podemos partilhar códigos indecifráveis para a maioria e uma imparável vontade de não nos vermos diluídos na multidão. Esse tempo chama-se juventude e é nela, que de uma forma empolgante, Nunsky nos leva a mergulhar no seu “Companheiros da Penumbra”.
É desse tempo, em que podíamos ser músicos, editores, organizadores de espectáculos, estilistas, realizadores de cinema, autores de banda desenhada, sem ter de gastar uma vida em cada uma dessas vocações, que nos fala esta banda desenhada ímpar. Anos feitos de conspirações à mesa do café, sessões de cinema em casa de amigos, palcos improvisados em casas de alterne, incursões ao Portugal “real”, excessos e amores suspirados, conquistas e derrotas amargas. Mesmo para quem não se entregou às trevas da nação gótica, mas abraçou uma qualquer tribo urbana, “Companheiros da Penumbra” é um local perfeitamente reconhecível, nostalgicamente familiar.
Até porque esta é uma viagem a um Porto muito diferente da cidade conquistada pelo turismo de hoje. Um tempo de passagem em que especialmente a Sé e a Ribeira, mas também os centros comerciais decadentes, encontravam novos habitantes nas hordas de juventude que iam enchendo bares e discotecas, onde antes havia armazéns e estabelecimentos comerciais. Nessa altura, a cidade, com todas as suas promessas adiadas de cosmopolitismo, pertencia-lhes, era o lugar onde se erguia alto a bandeira do direito à diferença.
Nunsky consegue unir isto tudo com um traço distintivo e sólido e com uma banda sonora irrepreensível, que faz de “Companheiros da Penumbra” um excelente parceiro para regressar a esses tempos negros e brilhantes.
“All we ever wanted was everything
All we ever got was cold”
Bauhaus
David Pontes
Farsa de Inês Pereira
O segundo volume na colecção que a Levoir e a RTP dedicam à adaptação de obras da literatura nacional a BD. Desta vez o desenhador é brasileiro: Jefferson Costa, mas o trabalho de adaptação é nacional: André Morgado.
Cão Raivoso #1
Mais vale ser um Cão Raivoso do que um Carneiro canta Sérgio Godinho e diz este fanzine produzido pelo Clube de Banda Desenhada da Escola Soares dos Reis. Com contributos de alunos e ex alunos, docentes da escola e um poema de Manuel António Pina.