
Uma das duas edições em Risografia da autora com a Mundo Fantasma.

Uma das duas edições em Risografia da autora com a Mundo Fantasma.

Depois de Diário Rasgado, mas mantendo o carácter autobiográfico, Marco Mendes produz uma novela gráfica ambientada no Porto.




“Esta é a última geração de seres-vivos. Depois disto, só lixo. Pior do que já existe. Somos um baby boomer invertido. Somos o fim. Somos o início do pós-merda. Queremos que tudo se foda, com paixão. Somos idólatras da aldeia global. Usamos a nossa arte, não no sentido da salvação, mas da consternação. Celebramos o Futuro na esperança que ele seja pior. De promessas está o mundo cheio. Aceitamos as coisas como elas são, sem stress. Que se foda o presente. Somos o lixo futuro. ” – A.S.
(texto da exposição que esteve patente até 8 de Setembro de 2013).

Esta exposição tem banda sonora e por aqui se deve começar, pelo princípio. O primeiro dos núcleos inclui uma parte dos originais que ilustram «Caríssimas 40 Canções –Sérgio Godinho e as Canções dos Outros» (abysmo, 2012), livro que resultou das crónicas que o cantor fez para Expresso e onde percorre as suas “canções de vida”. E que regressaram ao palco – no caso, da Casa da Música – para um espectáculo único e intenso. Perto, tão perto, ficam agora algumas das ilustrações, as que mais directamente têm a ver com a cidade.
Tocando um dos aspectos fundamentais da sua criação, a ilustração para imprensa, o segundo núcleo dá a ver um notável conjunto de capas do suplemento ípsilon, do jornal Público, entre elas a que mereceu o Prémio Stuart de Desenho de Imprensa.
Finalmente, porque o nome de Nuno Saraiva se fez sinónimo de bd humorística (e filosófica), mostra-se um conjunto de pranchas, da série publicada no semanário Sol, tendo por fio condutor a homenagem a personagens e/ou autores da Nona Arte.
Texto de apresentação da exposição que esteve patente até 20 de Julho de 2013.